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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Especial · Brasil × Coreia

TONG Summit reúne cultura, negócios e conexões entre Brasil e Coreia do Sul em Piracicaba

Primeira edição do encontro levou ao Teatro do Engenho três painéis sobre paixão, indústria e futuro, além de networking, dança K-pop, sorteios e uma ação solidária que arrecadou mais de 100 kg de alimentos.

Jenifer Rodrigues

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“O encontro começa aqui.” A frase que ocupava o palco do Teatro Municipal Erotídes de Campos, o Teatro do Engenho, ganhou um significado bastante literal na noite de 18 de setembro. Em Piracicaba, fãs dividiram espaço com comunicadores, produtores, profissionais de relações públicas, representantes institucionais, criadores de conteúdo e pessoas que trabalham diretamente com cultura e entretenimento asiáticos no Brasil. Algumas já se conheciam pelas redes sociais ou pelo mercado, outras estavam se encontrando pela primeira vez. Foi nesse ambiente, entre conversas, reencontros e novos contatos, que aconteceu a primeira edição do TONG Summit.

Promovido pela TONG Brasil, em parceria com a Associação Comercial e Industrial Brasil–Coreia do Sul (ACIBC) e o Grupo Canal de Comunicação, o encontro nasceu da proposta de reunir pessoas que “vivem, constroem e conectam” a cultura coreana e asiática no país. Ao longo da noite, assuntos que muitas vezes aparecem separados passaram a dividir a mesma conversa. Fandom, comunicação, entretenimento, produção, relações públicas, negócios e relacionamento institucional foram abordados como partes de um ecossistema que cresce à medida que as conexões entre Brasil e Coreia do Sul também encontram novos caminhos.

O Summit também permitiu olhar para esse universo por um ângulo que nem sempre aparece quando o assunto fica restrito aos lançamentos, artistas, séries ou grandes shows. Por trás do conteúdo que chega ao público existe uma rede de profissionais produzindo entrevistas, acompanhando eventos, trabalhando com artistas, criando projetos, construindo relacionamentos e transformando interesse cultural em trabalho. Durante algumas horas, parte dessas pessoas saiu dos bastidores para dividir experiências no palco do Teatro do Engenho.

Quem vive, quem constrói e quem conecta

A programação principal foi organizada em três painéis a partir dos eixos “Quem vive”, “Quem constrói” e “Quem conecta”. Paixão, indústria e futuro conduziram as discussões, mas cada conversa encontrou um tom próprio. Houve espaço para falar sobre a relação pessoal com a cultura asiática, sobre o trabalho de quem atua profissionalmente nesse mercado e sobre o que pode ser construído quando público, profissionais, empresas e instituições começam a ocupar os mesmos espaços.

Entre os participantes estavam Jenifer Rodrigues e Fiona Guerra, cofundadoras da TONG Brasil; Roberto Cho, presidente da Associação Comercial e Industrial Brasil–Coreia do Sul (ACIBC); Raphael Santana, CEO do Canal de Piracicaba; Beatriz Goes, cofundadora e diretora de negócios da Crowd Arts PR; Angélica Bello, editora-chefe da editoria de Ásia do portal Febre Teen e integrante da B2A Media; o vereador Thiago Ribeiro; e o ex-vereador Acácio Godoy, além de outros profissionais ligados à comunicação, entretenimento, relações públicas, criação de conteúdo, produção cultural e cultura coreana e asiática no Brasil.

A plateia também entrou nas conversas. Perguntas, comentários, reações e histórias compartilhadas pelo público diminuíram a distância entre o auditório e o palco e ajudaram a deixar os painéis mais próximos de uma troca do que de uma sequência tradicional de palestras. Essa dinâmica continuou nos intervalos, quando participantes e convidados puderam conversar, trocar contatos e fazer networking. Em um evento construído ao redor da ideia de conexão, parte importante do que aconteceu naquela noite esteve justamente nas conversas que não faziam parte de uma programação formal.

Bastidores, entrevistas e muitas risadas no segundo painel

Se o público costuma conhecer o resultado final de uma produção, o segundo painel abriu espaço para falar justamente sobre o que acontece antes e depois dele. Bastidores de shows, entrevistas e experiências profissionais entraram na conversa por meio das histórias de quem já viveu essas situações de perto, levando para o palco uma parte do entretenimento que normalmente permanece fora das câmeras.

Os relatos renderam muitas risadas entre convidados e plateia. Situações vividas durante coberturas, entrevistas e nos bastidores ajudaram a mostrar um lado mais espontâneo do trabalho de quem atua nesse mercado, sem transformar a conversa em uma apresentação excessivamente técnica. O painel passou por experiências profissionais, mas também pelas histórias que ficam depois que uma entrevista termina ou quando as luzes de um show se apagam.

Esse clima descontraído também ajudou a aproximar o público dos profissionais. Em vez de enxergar apenas uma matéria pronta, uma entrevista publicada ou um evento acontecendo, a plateia pôde conhecer um pouco das situações e experiências que existem por trás dessas entregas. Entre uma história e outra, as risadas do teatro acabaram se tornando parte da própria conversa sobre como é trabalhar com entretenimento.

No terceiro painel, Piracicaba se tornou simbolicamente “a cidade mais coreana do Brasil”

O terceiro painel mudou novamente o foco da conversa. No eixo “Quem conecta”, a discussão avançou para as possibilidades de aproximação cultural, profissional, institucional e comercial entre Brasil e Coreia do Sul. Foi também nesse momento que aconteceu um dos atos mais representativos da primeira edição do Summit: a assinatura do decreto simbólico que declarou Piracicaba “a cidade mais coreana do Brasil”.

O ato fez parte do projeto “Piracicaba, a cidade mais coreana do Brasil”, que busca valorizar a presença e a influência da cultura sul-coreana no município e ampliar intercâmbios e conexões culturais, institucionais e profissionais. Ao ser assinado durante o terceiro painel, o decreto simbólico colocou a própria cidade anfitriã no centro de uma conversa que havia começado com experiências pessoais, passado pelos bastidores da indústria e chegado às possibilidades de construção de relações maiores.

O caráter simbólico é importante. A proposta não ficou restrita à ideia de que o interesse brasileiro pela Coreia do Sul passa por música ou entretenimento. Durante o painel, essa aproximação apareceu também relacionada à comunicação, produção, negócios e relacionamento profissional e institucional. Dessa forma, Piracicaba deixou de ser apenas o endereço escolhido para receber o Summit e passou a fazer parte da própria narrativa apresentada naquela noite.

Wallace e GENKA levam a dança K-pop ao palco

Nem tudo aconteceu em formato de painel. A programação também abriu espaço para apresentações do solista Wallace e do grupo GENKA, que levaram a dança K-pop ao palco do Teatro do Engenho. As performances dividiram a noite com exibições de vídeos e deram outro ritmo ao encontro entre as conversas sobre mercado, comunicação e relações profissionais.

A presença da dança também aproximou as discussões realizadas nos painéis da experiência cultural que leva muitas pessoas a entrarem inicialmente nesse universo. Enquanto uma parte da noite mostrava quem trabalha nos bastidores, outra colocava a performance diante do público. Wallace e GENKA fizeram parte dessa alternância entre debate e entretenimento, que ajudou a construir uma programação menos rígida e mais próxima da própria diversidade de assuntos que o Summit se propôs a reunir.

Entre painéis, vídeos e apresentações, a plateia acompanhou uma noite que mudava constantemente de ritmo. Em um momento, o assunto podia ser mercado e construção profissional; pouco depois, o palco estava ocupado pela dança. Essa combinação ajudou a manter o caráter de entretenimento do encontro mesmo quando as conversas entravam em questões de indústria e negócios.

Sorteios colocaram o público no centro da programação

Os sorteios foram outro elemento presente ao longo da noite. Camisetas, kits, produtos e uma bolsa Victor Hugo estiveram entre os itens entregues ao público, além de ingressos para o show do BTS, que provocaram algumas das maiores reações da plateia.

A expectativa em torno dos sorteios ajudou a criar momentos de descontração entre os painéis e apresentações. Somados às perguntas, comentários e reações durante as conversas, eles fizeram com que a participação da plateia não ficasse limitada a assistir ao que acontecia no palco. O público foi parte ativa da experiência, seja compartilhando uma história, reagindo aos convidados, acompanhando as performances ou esperando pelo próximo nome anunciado.

Mas uma das histórias mais marcantes relacionadas ao BTS naquela noite não começou com um sorteio. Surgiu de uma conversa no palco e acabou ganhando um desfecho que emocionou o teatro.

Dona Francisca e o sonho de assistir ao BTS

Moradora da comunidade da Portelinha e participante da Casa do Povo, dona Francisca contou diante da plateia que um de seus maiores sonhos era assistir a um show do BTS. A vontade era tanta que ela chegou a considerar fazer um empréstimo para tentar realizá-lo.

A programação seguiu depois daquele relato, mas a história não terminou ali. Mais tarde, Roberto Cho chamou dona Francisca novamente ao palco e anunciou que daria a ela um ingresso para o show do BTS. Emocionada, ela o abraçou diante do público, transformando o encontro em um dos momentos mais fortes da primeira edição.

Depois de uma noite que havia falado sobre indústria, negócios, produção e relações profissionais, a história trouxe para o centro do Summit uma dimensão muito mais pessoal da mesma cultura. Antes de existir mercado ou estratégia, existe a maneira como uma música, um artista ou uma história pode fazer parte da vida de alguém. Para dona Francisca, essa conexão havia se transformado no desejo de estar diante de um grupo que significa algo para ela.

O abraço no palco acabou sintetizando algo que os próprios painéis discutiram por caminhos diferentes. A cultura pode movimentar uma indústria, aproximar instituições e criar oportunidades profissionais, mas também pode fazer duas pessoas com trajetórias completamente distintas se encontrarem. Naquela noite, isso aconteceu diante de toda a plateia.

Mais de 100 quilos de alimentos arrecadados

A participação do público começou antes mesmo dos painéis. A entrada do primeiro TONG Summit teve caráter solidário e resultou na arrecadação de mais de 100 quilos de alimentos, que serão organizados e distribuídos por meio de cestas básicas destinadas a instituições.

A arrecadação levou parte do impacto do encontro para além do Teatro do Engenho. Enquanto o palco recebia conversas sobre cultura, mercado e aproximação entre Brasil e Coreia do Sul, a presença do público também contribuía para uma ação voltada à comunidade. Os alimentos arrecadados seguirão agora outro caminho, organizados para que possam chegar às instituições.

Em uma programação que falou tantas vezes sobre criar conexões, a ação solidária deu a essa ideia uma dimensão concreta e local. O Summit terminou no teatro, mas parte da mobilização gerada ao redor dele continuará por meio das doações.

Os cliques da noite ficaram por conta da Entrema Produções

Entre painéis, apresentações, encontros e momentos de interação com a plateia, a primeira edição também ganhou uma memória visual. Os cliques da noite ficaram por conta da Entrema Produções, responsável pela captura e cobertura fotográfica do TONG Summit.

Os registros acompanharam diferentes momentos do encontro, do que acontecia no palco às reações da plateia, passando pelas apresentações, sorteios, convidados e encontros que se formaram ao longo da programação. Em uma noite pensada para tirar parte dessas conexões das telas e levá-las para um espaço presencial, as imagens ficaram como registro daquilo que aconteceu dentro e fora dos painéis.

Um ecossistema que começa a ocupar o mesmo espaço

Uma das imagens mais representativas deixadas pela primeira edição talvez seja justamente a variedade de pessoas reunidas dentro do mesmo teatro. O crescimento do interesse pela cultura asiática no Brasil também vem formando uma rede profissional ao seu redor, composta por comunicadores, produtores, criadores de conteúdo, artistas, agências, marcas, profissionais de relações públicas e instituições. São pessoas que trabalham em pontos diferentes de um mesmo cenário e que nem sempre têm a oportunidade de ocupar o mesmo espaço.

O TONG Summit surgiu para criar esse encontro. Para a TONG Brasil, fundada por Jenifer Rodrigues e Fiona Guerra, realizar o evento significou levar para o ambiente presencial uma proposta que também orienta o trabalho da marca: informar sobre cultura coreana e asiática, aproximar pessoas e transformar conexões em experiências reais. Em parceria com a ACIBC e o Grupo Canal de Comunicação, o Summit reuniu público, profissionais e representantes de diferentes áreas em torno de uma conversa que não ficou limitada ao entretenimento.

Por isso, resumir a noite de 18 de setembro aos três painéis deixaria de fora justamente aquilo que aconteceu entre eles. Houve discussão profissional, mas também histórias de bastidores que fizeram o teatro rir, apresentações do solista Wallace e do grupo GENKA, vídeos, sorteios, solidariedade, emoção e networking. Houve a assinatura simbólica do decreto que declarou Piracicaba “a cidade mais coreana do Brasil”. Houve ainda pessoas chegando ao teatro como público e encontrando profissionais, histórias e perspectivas que normalmente conheciam apenas pelas telas.

A primeira edição foi construída como o início de uma proposta que pretende continuar aproximando pessoas e criando pontes entre Brasil e Ásia por meio de cultura, comunicação, entretenimento, negócios e relacionamento profissional. O evento mostrou que existe um ecossistema de profissionais, produtores, comunicadores, criadores, artistas, agências, marcas e instituições trabalhando com cultura asiática no Brasil e que existe espaço para colocar essas pessoas em contato.

No começo da noite, o palco dizia que “o encontro começa aqui”. Depois dos painéis, das histórias, das risadas, das apresentações, dos encontros e de um abraço que emocionou a plateia, a frase acabou ganhando um significado ainda mais apropriado. O primeiro TONG Summit terminou em 18 de setembro, mas foi pensado justamente para que as conexões iniciadas ali não terminassem junto com ele.

A TONG Brasil agradece especialmente à Associação Comercial e Industrial Brasil–Coreia do Sul (ACIBC) e ao Grupo Canal de Comunicação, parceiros na promoção e realização da primeira edição do TONG Summit. Os cliques e a cobertura fotográfica da noite ficaram por conta da Entrema Produções, responsável pelos registros do evento. O agradecimento se estende ao solista Wallace, ao grupo GENKA, aos convidados, profissionais, parceiros, equipe, público e a todas as pessoas que trabalharam nos bastidores para tornar o encontro possível.

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